SE MURIÓ FIDEL

de Giovanni Bello

Lançamentos
Arles - 10 de julho
Belo Horizonte - 01 de agosto
Florianópolis - 04 de agosto
São Paulo - 06 de agosto

Entre reportagem visual e ensaio autoral, a obra retrata uma nação em momento crucial de transição, nos dias imediatamente posteriores à morte de Castro, em 2016. O autor estava em Havana, em férias, quando, no final do segundo dia, a morte de Fidel Castro foi anunciada. Sem credencial de imprensa, decidiu correr o risco e fotografar mesmo assim, sem aval oficial. Nos nove dias que se seguiram, circulou entre as multidões nas ruas de Havana e Santiago de Cuba durante o luto nacional.

Edição trilíngue: espanhol, português e inglês

Dimensões 24cm X 29cm

Páginas

Capa

Papel

R$ 180,00

ou em 3x R$ 60,00

Enviado com sucesso!

Houve um problema ao enviar.

O silêncio

“O luto por Fidel foi diferente do que eu imaginava. As ruas não
explodiram de gente – pelo contrário, estavam silenciosas. Cuba ficou
irreconhecível. A venda de álcool foi suspensa; a música, proibida.
Sem música não há festa e não se baila.”

A morte do rei

“Para meus olhos visitantes, Fidel Castro ia além das designações
que costumava receber: presidente, comandante en jefe, ditador. Para
meus olhos visitantes, era tudo isso meio junto – meio rei. Se visto
com simpatia, um rei que olha por seu reino e por seu povo. Com um
olhar mais crítico, veem-se os privilégios de realeza, a falta de espaço
para dissidências, absoluto.”

Giovanni Bello

“Quero ir a Cuba antes que deixe de ser o que é” – ouvi muita gente dizer isso, e era o que eu pensava também. “Conhecê-la antes que seja invadida pelo capital, antes que se torne o que somos.” Em poucos dias, ficou claro: cheguei tarde."  Giovanni Bello

Imagem
Imagem

“Todos sabem que todos roubam do Estado. O Estado também sabe – é claro que sabe –, mas finge que não vê. O que o taxista chamou de “roubo”, para mim, é apenas falta de palavra melhor. Uma estranha adaptação do sistema, um jeito torto de as coisas funcionarem. No fim das contas, nem socialista, nem capitalista. Além da aula, ironia: na falta de pesos cubanos, o troco da corrida foi em dólar.”